Alô, Fukuyama!!! A História não acabou!!! Olha só a bandeira dos ucranianos!!!
As verdades do futebolComeçou o jogo de Portugal, em Nuremberg, e nas arquibancadas comentei com Kariny Dias, editora do GE: “já vi tudo. Vai ter expulsão, sangue, brigas e desfecho heróico para o lado português”. Futebol tem estas idiossincrasias. Como se o roteiro já estivesse preparado, já que as histórias costumam se repetir.
Ontem foi em Colônia, lá fui eu correndo depois do GE para tentar assistir ao jogo entre pontuais e cabeludos. Maioria absoluta suíça no estádio. Eles são vizinhos da Alemanha e ainda têm muito mais dinheiro que a recém-emancipada Ucrânia. Fiquei decepcionado com o jogo chinfrim dos schevchenkos... e da forma como eles catimbavam em busca da prorrogação e dos pênaltis. Os suíços me surpreenderam com organização tática e muita vontade de ganhar. O atacante Frei é um Tévez piorado, mas tem gana. Opa, gana, sai pra lá.
Com 10 minutos de jogo, comentei comigo mesmo, já que estava sozinho no estádio: “Vai ser 0x0 só para a imprensa lamentar que a Suíça vai embora da Copa invicta e sem tomar gols”. Não deu outra. Agora, a fleuma do treinador helvético durante o jogo é inacreditável. Não mexe nem as sobrancelhas.

Vida que segue, as quartas prometem.
Meu sobrenome é italiano.... mas não foi pênalti nem aqui nem na China, nem em Roma, nem em Melbourne, nem em Osnabruck... e é mais um grandão nas oitavas. Isso é bom! Vou tentar ir a Colônia ver Suiça x Ucrânia. Atenção porque os schevichenkos ressuscitaram depois da piaba espanhola.
FOTOS E DETALHES PARA DESOPILAR...
Detalhes tão pequenos de nós dois...
Maria Antonieta na torcida francesa. Eu, héin.
Onde está Parreira?
HOLANDA CANSATIVA




Cansei da Holanda. Minha geração aprendeu a venerar a camisa laranja. Tudo começou na Copa de 74, também na Alemanha, quando o Carrossel Holandês foi o campeão moral e aprendemos a decorar o nome dos irmãos Van der Kerfoff, Neskes, Kroll, Crujyff e outros que decalcaram a palavra charme eternamente no uniforme holandês. Mas nada ganharam. Veio 1978 e de novo o vice-campeonato. Em 90 tinham Gullit, Van Basten, Reijkard e tome derrota na semi-final para a Alemanha. Em 2002 nem foram. Nos bares, falávamos “ uma copa sem a Holanda não é uma copa”.
Ontem fui torcer ao vivo. A camisa, charmosa, a torcida, adorável, e lá estou em Nuremberg torcendo. Afinal, colônia não pode torcer para a metrópole. Fiquei feliz no final porque todo brasileiro tem um parente português. Mas cansei da Holanda. Linda, sedutora e cheia de amor para dar. Mas não ganha nunca.
Os MiseráveisSem Zidane, a França é muito ruim. Sem Zidane, a torcida francesa deu show. Não vaiou as pixotadas horrorosas do queridinho Ribery, não reclamou das arrancadas inúteis de Henry e muito menos sibilou quando o time de Domenech insistia em balõezinhos na área contra os mercenários de Togo. Fui ao jogo e anotei algumas coisas interessantes:
1 - Sabe quanto custa estacionar num lugar coberto, a 100 metros da entrada, totalmente seguro? Dois euros e 50 centavos. Menos de R$ 7. No Brasil, Brasil x Bolívia no Morumbi tinha desgraçado cobrando R$ 50.
2 – Zidane viu o jogo numa tribuna Vip. Quando foi sair para pegar o carro, multidão impediu e só se viu o careca de blaser voltando correndo.
3 – Já Aimé Jacquet, campeão mundial em 1998, bateu um papinho correndo com a imprensa brasileira, representada pelo Garamblog. Perguntei: “A França está pronta para a Espanha?”. E ele: “Ainda não. Será um jogo duríssimo.” E eu: “E se passar, grandes chances de pegar o Brasil”. E ele: “Aí será ainda mais duro...”. E eu: “Mas no seu caso, é fácil ganhar do Brasil...”. E ele: “Que isso... gentileza sua”.
4 – Também na área da imprensa, Platini chegou, fez fotos e foi embora. Está gordo.
5 – Torcida francesa é tão doidinha que antes do jogo se divertia dançando e gritando “Cantare ôooo Volare ôoooo” em italiano....
BRANDENBURGUINHASTrês aniversários hoje. Mauro Naves, Cicinho e Beckenbauer.

Alemanha de hoje lembra a campeã de 90. Correria alucinada e ataque empolgante. Xi.

Emerson finalmente tirou o boné para dar entrevistas. Viva os carecas.

Ontem à noite, no Baixo Colônia, alemães, franceses, espanhóis e italianos faziam uma zona barulhenta, mas sempre se divertindo e sem brigas. As provocações são quase juvenis. Copa do Mundo é uma viagem no tempo. No tempo em que o ser humano era viável. Quando foi mesmo?
OS PRESIDAS
O Brasil tem dois presidas. Lula e Ronaldo. O de Brasília é criticado pelos pensadores e adorado pelo povão. O da camisa 9 idem. São tão presidas que andaram se bicando. Normal. Disputa de poder. Presida é apelido de presidente. Presida é como Robinho chama Ronaldo desde a primeira vez que chegou à Seleção. Robinho é esperto. O presida também. Estava quase sendo sacado do time. Costurou com as bases, negociou com a liderança do partido e ficou em campo. Fez dois gols e viu a popularidade voltar a crescer.
Nos estudos das Relações Internacionais, existe uma grande corrente de pensamento chamada “realismo”. Seus defensores argumentam que quem tem poder manda no mundo desde que o mundo é mundo. E enaltecem uma característica clássica de todos que estão no poder. Prudência. Toda grande potência é prudente. Lula foi prudente. Ficou na toca no meio de tanta lamaceira. E conseguiu, até agora, se preservar. Ronaldo ontem falou com Marcos Uchoa, depois do jogo: “Existe uma palavra que simboliza a minha vida: paciência”.
Talvez eles tenham razão. Somos todos impacientes e imprudentes. Alguns comentários do blog clamavam por isso. Era muita bronca na Seleção em apenas dois jogos. Carruagem virando abóbora em plena terra dos castelos. Mas castelo é troço e rei. O assunto são os presidas.
Como todo grande líder polêmico, o presidente Ronaldo tropeça aqui, pisa na bola ali e de repente... mais um mandato. Já são quatro copas. Quatorze gols. Então a gente faz assim. Continua reclamando e vaiando os presidas. E batendo palmas e urrando quando eles acertam o pé. Afinal, Ronaldo ainda tem muita gordura para queimar.
BRANDENBURGUINHAS

Muitos argentinos infiltrados em Dortmund. No estádio, trombei com uns 30. Todos secando. Mas sem provocações. Copa também tem isso de bom. Rivais adoram fazer foto um do outro.

O ator Murilo Rosa está chateado. Só conseguiu comprar um mascote Goleo de pelúcia com a camisa da Alemanha. Quem tiver do Brasil...

Se Deus quiser, e Henry também, nenhum favorito vai cair.

Hoje volto à Colônia para ver França x Togo. Allez les bleues!!!

Se o Brasil não for campeão, minha torcida, por ordem de respeito, carinho e afeto, é Argentina, França e Itália. Explico: os argentinos adoram os brasileiros, Buenos Aires é sensacional, um dos melhores fotógrafos brasileiros é argentino ( Leonardo Aversa) e os caras jogam o fino da bola. Quanto aos franceses, tive a felicidade de morar um ano em Paris. E como diz Heminghway... Quem não conheceu Paris não viveu. O pensamento ocidental lá reside. Vive la France. Já a squadra azzurra é apenas para não apanhar em casa.
O JEITO É BEBER
Nobres,
Estava eu presente no jogão Inglaterra x Suécia. Era partida em promoção. Você pagava ingresso para ver algo belo e ganhava dois momentos inesquecíveis do futebol mundial. O gol de Joe Cole justifica a beleza do uniforme inglês. A torcida, sempre alucinada, berrou com fé “Go West”, dos Pet Shop Boys. Dá uma inveja roxa ver torcidas que estão acostumadas às pocilgas emocionantes de um estádio desde a infância torcer pelo país na Copa. Porque jogo do Brasil só tem graça dentro de campo. A torcida que vem é a torcia com dinheiro. Salvo heróis da resistência, que você reconhece na hora pelas ruas. Gente que economizou o ano inteiro e que chora ao ver o Brasil entrar em campo, ao vivo, num Mundial. Não importa o resultado, ver a Seleção já é um triunfo histórico para esta turma. O resto é chato, barrigudo e pagador de prostitutas rebolantes que rebaixam a fama do país e enaltecem a acefalia feminina.
Eis o que anotei atrás do Star List. Todo jornalista ganha a escalação completa com um raio-x do que cada jogador fez na copa.
• O Brasil está jogando a 60km/h, com medo dos pardais. Isso é ruim.
• O Brasil é um dos poucos times que quando tem um escanteio contra deixa dois atacantes na sobra, segurando três zagueiros adversários. Isso é bom.
• Crouch, a fabulosa girafa de Liverpool, tem 1m98 e pesa 69 quilos. Inacreditável. Esquálido e ainda assim muito útil ao time. Não é grosso como parece e tem grande visão de jogo. Mas parece o Salsicha do Scooby-Doo. Isso é engraçado.
• Hooney é o arquétipo do povo inglês em filmes cults. Atarracado, branquela, lutador, quadrado e com cara de beberrão. Uma espécie de Gascoine com mais talento. Foi substituído e deu um soco naquela cobertura acrílica do banco de reservas. Isso é reconfortante. Nem só Parreira perdeu o comando do time.
• Com Gary Neville fora, Carragher vira o Zé Carlos da Inglaterra. Entra com medo e não joga nada e nem arrisca. Isso é patético.
• A Inglaterra demorou dois jogos para jogar bem. Isso é animador. Joga bola, Brasil!
BRANDENBURGUINHAS
Dortmund é feia e boba. E ainda corremos risco de jogar novamente na cidade, tipicamente fabril e carrancuda.

Os suecos roubam a bola, tocam a bola e quando chegam na área não sabem o que fazer com ela.

Parreira precisa compreender que ninguém vai ficar chateado se Ronaldo for para o banco. Talvez nem ele.

Só um confronto entre continentes até agora nas oitavas-de-final. Inglaterra e Equador. É a copa sem surpresas. Talvez continue sendo até as quartas.

Klöse é pereba, mas faz gols. Palmas para Klöse.