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Garambone

Sidney
Garambone

Jornalista

Na imprensa há 20 anos e com passagens por Jornal do Brasil, O Globo, O Dia e Istoé, é atualmente editor-chefe do Esporte Espetacular e debatedor do Arena Sportv. Tem mestrado em Relações Internacionais, escreveu três livros
(O Caçador de Barangas, em 2000,
A Primeira Guerra Mundial e a Imprensa Brasileira, em 2003, e Eu, Deus, em 2006) e acha que futebol é cultura. globoesporte.com


Será que a Sul-Americana pegou?


Parece que sim. Finalmente e felizmente. Apesar da fórmula burra de confrontar na primeira fase times brasileiros, pela primeira vez, depois de cinco edições, o discurso dos times brasileiros é de prestígio. O São Paulo, líder do Brasileirão, garante que é importante seguir em frente. Botafogo e Corinthians puseram times titulares, ao contrário de outros grandões de outrora, que reclamavam do calendário, da Conmebol, do preço do pãozinho francês e escalavam reservas e mulambos na competição internacional. Cruzeiro e Goiás também estão levando a sério.

A Sul-Americana é a prima pobre da Libertadores, mas dá dinheiro e serve até de vestibular para algumas equipes que andam sem tradição internacional ultimamente. Além de reforçar o caixa do clube a cada fase. Ouso dizer que depois de San Lorenzo, Cienciano, Boca duas vezes e Pachuca, é a vez do caneco finalmente cruzar a fronteira brasileira. Pronto, vou dar uma de Poli e Lédio e cravar com todas as letras: O CAMPEÃO DA SUL-AMERICANA SERÁ BRASILEIRO.

A tendência é a Sul-Americana ganhar mais prestígio a cada ano. É como reflete o companheiro Marcelo Outeiral, do Globo Esporte: “Acho que os clubes brasileiros estão mais interessados em ir para a Libertadores do que ser campeão nacional”.

É uma tese a se esticar.
Escrito em 23/08/2007 |Comentários: »
Presente e passado na F-1



A grita é antiga e geral. Faltam ultrapassagens! A lógica mórbida também era moda. Senna morreu, ninguém vai mais assistir às corridas. Nem um nem outro. Mesmo quando Rubinho nada era, vi dois porteiros discutindo uma ultrapassagem do Coulthard. Gosta-se ou não gosta-se de automobilismo.

Eu gosto. Eu acordo cedo. Eu durmo tarde. Só para ver as baratinhas.

E nesta corrida turca, voltei ao passado. Parecia haver uma inhaca geral, uma urucubaca universal para que algo acontecesse com o carro de Hamilton. Os adoradores do asfalto já fizeram as contas e pelo ritmo pontual do inglês, só uma quebra repentina para deixar o espanhol, o brasileiro e o finlandês pensarem em título.

E lá vinha Calça Lewis acelerando domingo. Feliz da vida com o terceiro lugar. Deixando as Ferraris brincarem de gato e rato e rindo à toa da largada ruim de Alonso. A cada hora que ele passava pelas câmeras, eu sentia a macumba mundial.

Fura, pneu, fura, pneu, fura, pneu...

BUUUUMMM!!!

Furou! Como nos velhos tempos, quando a tecnologia perdia para o imponderável em várias corridas, quando o vai-e-vem da classificação era mais esquizofrênico, quando era impossível dizer qual dos 6 primeiros do grid ganharia a prova.

Só que a alegria durou pouco. Por estar perto dos boxes, por estar a léguas de distância dos carros detrás, Lewis Hamilton se arrastou até os boxes, os eixos sobreviveram, a roda idem, e ele ainda voltou a tempo de chegar em quinto, pontuar e seguir lépido e fagueiro na liderança do campeonato. Pelo menos, está igual ao Brasileirão: equilibrado e ainda sujeito a chuvas e trovoadas. Aliás, vale lembrar aos que creditam isso à aposentadoria de Schumacher. Alonso foi bi com o alemão nas pistas.
Escrito em 27/08/2007 |Comentários: »
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