DUAS PROPOSTAS DE REFLEXÃO: DODÔ E BASQUETE



Assistir aos jogos de basquete do Brasil no Pré-Olímpico é uma experiência letárgica. Raros os momentos em que pulamos do sofá, berramos e torcemos. E pior: várias vezes o placar estava favorável aos brasileiros, mas no íntimo tínhamos a certeza que a qualquer momento o adversário passaria na frente. Não se viu em momento algum um desempenho de atletas que disputam campeonatos de altíssimo nível. Contra-ataques foram desperdiçados, bolas de três não caíram e, mais triste, não se via tristeza na derrota nem alegria insana na vitória. Tática e técnica decepcionantes.
Pena. Ainda existe a chance na repescagem, com Canadá, Porto Rico e mais outras seleções fortes, européias e orientais. Mas, sinceramente, não dá para torcer. Um basquete frustrado, ausente de olimpíadas, ainda perde tempo com indisciplina e briguinhas internas. É dose.
Na outra ponta das reflexões, o assunto também é ego e humildade. Será que o STJD vai passar os próximos dias criticando a Fifa ou vai repensar e se debruçar sobre sua decisão de absolver Dodô? Não é feio uma resolução da Justiça Esportiva brasileira despertar a desconfiança internacional?
O futebol brasileiro, salvo exceções, é um grande circo, cheio de palhaços sem graça e malabaristas que vivem caindo. E apesar de tudo, ainda é um futebol vencedor e cheio de graça. Porém, a Justiça Desportiva ainda era, com várias ressalvas, um cantinho de esperança e rigor. Tomara que continue sendo.